terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Obesidade pode influenciar no aumento dos casos de câncer

De acordo com cirurgião bariátrico Walter França doenças crônicas respondem por 72% dos óbitos no país/Foto divulgação

 
O sobrepeso e, em casos mais graves, a obesidade, são fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Setenta e dois por cento dos óbitos no país são acarretados por essas patologias segundo  a Pesquisa Vigitel Brasil que realiza a vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Ainda de acordo com essa pesquisa, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso, índice que em 2006, era de 43%.

De acordo com o cirurgião bariátrico Walter França, com mais de 3 mil cirurgias no currículo, algumas inclusive, fazendo uso da robótica, técnica aprendida pelo profissional em centro de excelência em Bogotá, na Colômbia, a ocidentalização no modo de se alimentar e o sedentarismo propiciado, muitas vezes, pelo avanço da tecnologia, colaboram para o crescimento da obesidade no Brasil e no mundo.

Outro estudo publicado em 2016 realizado por 21 especialistas internacionais reunidos pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmou pesquisas feitas anteriormente segundo as quais a ausência de gordura corporal reduz o risco de câncer de colo e reto, esôfago, rim e mama(em mulheres após a menopausa), endométrio e útero. Segundo o grupo de trabalho, há " evidências suficientes" de que pessoas magras tem menos risco de câncer de fígado, vesícula biliar, pâncreas, ovário, tireóide e mieloma, entre outros.

Como qualquer outra cirurgia, a bariátrica tem riscos, mas as doenças relacionadas ao excesso de peso, matam muito mais. "O risco de óbito numa cirurgia bariátrica é de 0,3, já a obesidade mata 10 vezes mais", relata  Walter França. Entre os procedimentos mais usados na cirurgia bariátrica estão o Bypass intestinal  e o Sleeve.  No Sleeve ou Gastrectomia Vertical, o estômago do paciente é grampeado em forma de tubo que vai do esôfago ao duodeno. Assim se reduz o estômago em até 80% do seu tamanho. O novo órgão fica com 150 ml a 250 ml e com forma parecida com um tubo gástrico." Nessa redução se retira parte do fundo gástrico, região que produz o hormônio grelina, responsável pela sensação de fome. Após a cirurgia, o apetite diminui. Esse procedimento é indicado para paciente com obesidade 3 e mórbida principalmente o que possuem problemas intestinais ou quadro de anemia importante. Atualmente esse procedimento é o mais  utilizado sendo responsável por cerca de 80% das cirurgias que realizo", enfatiza.

No Bypass intestinal de Forbi Capella há um desvio do intestino delgado fazendo com que o paciente absorva menos gordura do que antes. Todo o intestino continua funcionando normalmente e a absorção de vitaminas e minerais permanece a mesma. "A média de perda de peso do paciente  que se submete ao Bypass, oscila entre 40%, mas pode variar entre 25% e  55%", relata a profissional. Antes do paciente decidir pela cirurgia bariátrico  ele é submetido a uma bateria de exames e é acompanhado antes, durante e depois por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, nutricionista e cirurgião bariátrico.

SERVIÇO
Clinica Dr. Walter França
Telefones : (81) 3131 7887 / 3423 9272 / 3424.9796